roda-gigante

Normal

dizia-se Espanto. afastar a mobília. secar as janelas pelo lado de fora.  o topo da roda-gigante é melancolia acenando ao tempo. rezar em meio à chuva tem dessas: dizer a-deus e ainda assim querer olhar para trás.

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Porque a saudade é pontual

não paro de olhar os ponteiros do relógio

Porque o tempo é Outro de mim, ele se desgarra e

Anda com suas próprias pernas –

um desamparo para os dias mais difíceis.

 

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A roupa que a solidão veste

que um vestido florido pode não ser alegre.

pode ser a flor triste de um vestido azul

e que despido isto, 

a nudez pode ser a triste prece de uma solidão.

 

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Arte Contemporânea

a xilogravura de uma agulhada no dedo:

                [segue o sangue seco

onde está a aura prometida, benjamin?

 

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De onde brota a delicadeza?

em pequenos passos tenho a noturna-luz de um verão distante do que minha’lma conheceu. relembro pequenos encontros e lonjuras eternas porque os olhos já não avistam mais. todos os dias o sol se abre em camadas e quase abraço deus. daqui, o mar da ilha engole o mundo. sei do que me dizem e os nomes são todos iguais ao meu. são quimeras perdidas:

– um poço fundo de silêncio.                                                                                                              [delicadezas subterrâneas correm mais depressa do que posso alcançar.                          estão tão longe quanto antes. o céu é que agora parece mais perto.

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árvores são como gente

supus que o pesar da estranheza seria atar minhas mãos a esculturas cegas, mas, deliberadamente, tive um gesto brusco e então me recolhi. como há muito tenho feito e me sentido muito mais árvore do que gente. nisso de que o corpo cresce tortuosamente em direção às janelas,
[nisso de que se assemelha a uma contigência do gesto: cresce para uma espécie de dentro – que se move tal qual aquela que não vê e entretanto, sente.

o elementar que mora na obsoleta palidez da pele: é inevitável dar as costas à luz. o sol finge que vem e me movo ainda mais lenta e densa. não espalho, não mensuro o passo. caminho.

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meu nome é saudade: imensidão não cabe em mim.

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