Atiro-me.
Des-ato.
Grito.
Invejo o acreditar.
Da última vez era.
a incerteza confessada, e agora
com um dizer engasgado; aquela maldita frase reverberando.
um grito num corredor vazio.
A voz rouca.
“Acredito, acredito.”
O meio-amor não me interessa
:medida angular para o incomensurável.
Desisto.
outubro pariu um amor minotauro.
aos ferros e fogos,
o consumado labirinto compartilhado.
Amanhece.
O desenho do bolor no pão.
esse mesmo que os diabos amassam.
– e [...]
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Bolor
Publicado em Uncategorized em 08/11/2009 | Deixar um comentário »
Longe(s)
Publicado em Uncategorized em 05/10/2009 | Deixar um comentário »
e então nada fale, hospitaleira lente do oco do olho.
habitando o fundo de um vulcão
a mulher do silêncio-luz,
absorta e desenhada em nuvens.
olha sou eu, sob a neve de papel
essa canção me mantém distante
o Longe(s) tão desejado
o hiato,
entre lugares-coisas-pessoas
será que virá alguma carta pra mim?
um permanecer de cada vez
sopro contra acaso, digo e repito
contracaso
amanhã, talvez
como [...]
trânsito
Publicado em Uncategorized em 01/10/2009 | 1 Comentário »
sinal vermelho
sinal verme
sinal ver
sinal vê.
Na parada de ônibus
Publicado em Uncategorized, etiquetado bisbilhotice, curiosidade em 01/10/2009 | Deixar um comentário »
duas amigas. elas conheceram três caras hoje – provavelmente fugindo de outros caras, pelo que entendi na conversa – mas estes eram legais. trocaram telefones e uma das amigas foi embora. a que ficou, o tempo inteiro fazia charme, e danou-se a falar daquela. “somos super parceiras e saímos pra encontrar juntas o ex-namorado da [...]
Cortázar
Publicado em Uncategorized em 23/09/2009 | 1 Comentário »
“-Estaba al borde de un cantero, una flor amarilla cualquiera. Me había detenido a encender un cigarrillo y me distraje mirándola. Fue un poco como si también la flor me mirara, esos contactos, a veces… Usted sabe, cualquiera los siente, eso que llaman la belleza. Justamente eso, la flor era bella, era una lindísima flor. [...]
a poeta e o pintor
Publicado em Uncategorized em 11/09/2009 | 3 Comentários »
poetas enamorados cantam cores:
entre o azul-noite e o roxo, o amor se esconde
por entre trilhas indecifráveis ao escurecer
o amarelo-sol encerra o encanto da lua:
desvanece outras estrelas
eis o florecer-rosa de encarnadas pétalas:
abrir os poros e entregar-se a tentações
violeta-febril em noites de calor
a transgressão parindo paraísos ancestrais
musgos celebram última ceia
paixões-margem à beira do rio
fundo do mar-desejo:
mundo de [...]
desamanhecer
Publicado em Uncategorized em 09/09/2009 | Deixar um comentário »
o mundo irreconhecível, coisas ainda sentidas. meandros das falas-mortas.
o tempo não – espera.
Publicado em Uncategorized em 06/09/2009 | Deixar um comentário »
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o gato deita-se na cadeira. meu cansaço e a partida eminente. a pergunta que mora nas pontas do dedos.: e por acaso, perder-se deixar-se esquecer é uma eterna ida que retorna sem dizer olá? fumo mais um cigarro e espero o tempo, filho do caos. o mundo inteiro passeia ao som de blues. a [...]
depois de um domingo
Publicado em Uncategorized em 25/08/2009 | 2 Comentários »
e quanto pesa o abandono? o mundo inteiro suportaria nos ombros, como o Drummond; mas o abandono? o que, além de uma casa vazia e um lençol enxuto com cheiro de lavanderia?
o castigo, meu bem. para o abandono do mundo nas centelhas de esquinas dos olhos. para o autoexílio. para o recolhimento na fumaça e [...]
tirinha
Publicado em Uncategorized em 24/08/2009 | 2 Comentários »