e então nada fale, hospitaleira lente do oco do olho.
habitando o fundo de um vulcão
a mulher do silêncio-luz,
absorta e desenhada em nuvens.
olha sou eu, sob a neve de papel
essa canção me mantém distante
o Longe(s) tão desejado
o hiato,
entre lugares-coisas-pessoas
será que virá alguma carta pra mim?
um permanecer de cada vez
sopro contra acaso, digo e repito
contracaso
amanhã, talvez
como no inevitável espaço dentro do adeus
minhas folhas secas de utopia
quase acontecem, como num setembro
um setembro que a dor desistiu de mim
*os textos destacados são trechos de músicas do Vitor Ramil.