I.
por onde andará aquela tarde folhas brancas? um olhar domesticado braços deitados sobre a janela de ar. efeito luz quem mora embaixo das batinas escuras? é sempre um desmantelo dentes amarelos fumo de corda elástico.
II.
chicote lampião sorriso de raio de sol acordando. cheiro de chuva lateja no quintal do mês passado. só uma fumaça de madeira mora no cabelo daquela árvore. “paisagem em movimento” – roubo daquela poeta j. deixa, poeta? deixa roubar centelhas com gosto de uva. escorrer corpo abaixo.
III.
sentinela barco furado vai voar até o fundo do céu. atiraste uma pedra e quem ganhou nos dados perdeu a sorte. onde andará aquela tarde? na aquarela. a fotografia mora na tigela da retina.
pode roubar o que quiser!
ficou lindo
o mais belo jeito de se fazer poesia!