o olhar abismal para dentro da noite tem em si um suicídio posto: da palidez dos dias fantasmagóricos. qualquer coisa vil que insiste em se esconder, talvez uma máscara de vilã com lábios luxuriosos demasiadamente humanos. a falência dos sentidos resgata a incomensurabilidade carnal. pode o desejo atingir uma fundeza tal que faça imobilizar um espírito? ou então, a resignação ignora a lascívia para fazer perdurar a alvura do que reveste a pele. o esvaziamento é um pêndulo: somente uma face pode estar vazia a cada tempo. não há desvios para regurgitar o excesso – ou será culpa das paredes? as que encerram os desejos no âmago do escuro e hermético mundo do permissível.
pancada de quem começa a se rasgar definitivamente pro mundo. gostei.